O assunto ainda é tabu no Brasil, mas é muito importante entender a depressão pós-parto e os reflexos do problema no desenvolvimento da criança e na saúde das mães. Sinais de tristeza profunda, perda de peso, ansiedade, culpa, desânimo e possíveis mudanças de comportamento em gestantes, antes ou depois do nascimento de um filho, devem ser observados com cautela por médicos e familiares. A falta de informação sobre a DPP, muitas vezes, impede que a mulher identifique os sintomas e procure ajuda.

Parece um caso isolado, mas a depressão pós-parto atinge uma em cada quatro brasileiras, entre 6 e 18 meses após o parto. O dado é de um estudo divulgado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em 2016. Segundo o levantamento, a depressão pós-parto pode se caracterizar por uma série de sintomas, como:

  • Aumento ou diminuição do apetite
  • Inquietação ou indisposição
  • Dificuldade para dormir
  • Desânimo e cansaço extremo
  • Sentimento de indignação ou culpa
  • Dificuldade para se concentrar ou tomar decisões
  • Ansiedade e excesso de preocupação
  • Sentimento de culpa
  • Baixa autoestima
  • Medo de ficar sozinha
  • Falta de apetite
  • Falta de prazer nas atividades diárias
  • Dificuldade para pegar no sono

Ao identificar algum desses sintomas, não deixe de conversar com um obstetra ou pediatra para ter mais informações sobre o problema. O recomendado é procurar um psicólogo que fará a avaliação do quadro. O tratamento que inclui terapia e o uso de medicação quando necessário, é feito em conjunto com um psiquiatra, registrando resultados bastante positivos para a mãe e para o bebê.

Assim como se mede a pressão e são feitos diversos exames antes e depois da gravidez, o emocional das gestantes também deve ser avaliado de forma a prevenir e tratar a depressão pós-parto. Cuide da sua saúde!

Fonte: Fiocruz e BBC

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