A resposta é sim! O exercício físico regular, cerca de 150 minutos semanais, é uma fonte de benefícios sem fim: melhora o condicionamento físico, reduz a gordura corporal, aumenta a massa muscular e diminui a tensão. Para quem tem diabetes, a atividade física pode ser ainda mais benéfica para a saúde. Ela ajuda a diminuir a glicemia, além de aumentar a capacidade de absorção e aproveitamento da insulina.

No entanto, os diabéticos precisam monitorar a glicemia antes de qualquer prática e vale levar sempre uma garrafinha de água para hidratação e correção para eventuais episódios de hipoglicemia. É muito importante evitar o sedentarismo, estar ativo fazendo o exercício que mais agrada e sempre estar orientado por um profissional da área.

Caso você não tenha limitação ortopédica, outro exercício muito bom é andar de bicicleta entre três e seis vezes na semana, em torno de 30 minutos por dia. Pedalar fortalece o coração e a musculatura de toda a perna, diminui a pressão arterial, melhora a autoestima, a sensação de bem-estar, o controle da glicemia e a qualidade das articulações das pernas quando praticado de forma correta.
No caso de quem tem diabetes, pedalar ajuda ainda a diminuir a resistência à insulina, aumentar a tolerância à glicose e isso faz com que, a longo prazo, diminuam as chances de apresentar complicações. Como não existe uma idade mínima para pedalar, vale praticar a atividade em família.

Dançar é outro ótimo exercício físico. É uma atividade aeróbia que melhora a capacidade cardiorrespiratória, ajuda a controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol, reduzindo os riscos de problemas cardíacos. A dança tem um benefício especial para quem tem diabetes: melhora a circulação periférica, contribuindo na prevenção da neuropatia diabética. Ela também fortalece ossos e músculos (especialmente pernas e abdômen), aumenta a flexibilidade, melhora a coordenação motora e ainda gasta calorias. Dançando é possível queimar até 500 calorias por hora, dependendo do tipo de ritmo que você escolher. Ela deve ser praticada pelo menos duas vezes por semana, mas se der para dançar um pouco todos os dias, melhor ainda.

Hoje a tecnologia pode ser encarada como aliada à prática de exercícios. Existem diferentes aplicativos, espécies de “treinadores virtuais” para caminhada e corrida, com montagem de treinos diversos a depender dos dados relatados pelo usuário. Há ainda contadores de passos, GPSs com marcação de distância e ritmo, outros para exercícios de fortalecimento, alongamento e até ioga. Os aplicativos chamam para a atividade, criam um desafio, uma auto competição. Eles permitem compartilhar as atividades, o que em tempos de prazer da exposição nas mídias sociais é sempre um incentivo.

Porém, um cuidado é essencial: só um educador físico é capaz de prescrever um treino individualizado, seguro e eficaz, pois os aplicativos são generalistas e têm alguns modelos de treinamento que não contemplam necessidades, objetivos e problemas individuais. Também é importante consultar seu médico e os demais profissionais da área da saúde que lhe acompanham para que eles estabeleçam a meta adequada para você.

Fontes: portal ADJ

Tweet about this on TwitterShare on FacebookPin on PinterestShare on Google+Email this to someone