Para viver com qualidade, as pessoas com diabetes devem tomar seu medicamento/insulina conforme indicação médica, realizar monitoramento da glicemia, ter uma alimentação balanceada e saudável, praticar atividade física, visitar regularmente seu médico e demais profissionais que o acompanham.
Também faz parte do tratamento, a atualização de conceitos e a troca de experiências/vivências conseguidas ao participar de atividades educativas realizadas em associações de diabetes.

Para fazer o teste de glicemia, dê preferência aos dedos mindinho e anelar, por serem os menos utilizados no dia a dia, fazendo a punção (o furo) sempre na lateral da ponta do dedo e não na polpa. Os melhores horários para fazer os testes são: em jejum, antes e duas horas depois das principais refeições, antes de dormir e vez ou outra na madrugada. Vale anotar os resultados e outras considerações em um diário de glicemia para mostrar ao seu médico e aos outros profissionais de saúde que acompanham o seu tratamento. Esse hábito deve ser uma rotina tanto para quem tem diabetes tipo 1, quanto para quem tem o tipo 2, e é um dos principais pilares no tratamento da doença, auxiliando na prevenção das complicações agudas (hipoglicemia e hiperglicemia).

A insulina, hormônio produzido pelo pâncreas e responsável pela entrada de glicose nas células para ser transformada em energia, tem lugares específicos no corpo para ser aplicada: braços (região posterior entre o ombro e o cotovelo), coxas (região frontal e lateral superior), abdômen (regiões laterais direita e esquerda, distantes 3 dedos do umbigo) e nádegas (região posterior lateral externa do glúteo).

Muito comum entre as pessoas com diabetes, principalmente nas que usam insulina, a hipoglicemia é a baixa taxa de açúcar no sangue, quando a taxa cai para menos de 70 mg/dl. Verifique com seu médico / nutricionista quais são os alimentos indicados para estabelecer este controle de forma saudável. Após ingerir alimentos para tratar hipoglicemia é preciso aguardar 15 minutos para realizar outro teste de glicemia. Se ainda assim o valor do açúcar no sangue continuar baixo faça uma nova correção.

Já a hiperglicemia é o aumento de glicose no sangue. Valores acima de 200 mg, em qualquer ocasião, fazem o diagnóstico. Pode ocorrer quando o diagnóstico ainda não foi feito pelo médico, ou seja, a pessoa tem diabetes sem saber. Também é comum acometer o paciente já diagnosticado, quando não segue o tratamento adequado, realizando abusos alimentares, levando vida sedentária, fazendo uso inadequado de medicamentos e/ou insulinas, com comprometimentos psíquicos. É possível, ainda, surgir quando o paciente está envolvido em situações de estresse físico ou emocional e outras doenças.

Os principais sintomas são: muita sede, muita fome com emagrecimento, excesso de urina, cansaço, fraqueza e tonturas. Podem ocorrer náuseas, muita sonolência, vômitos e dificuldade respiratória.

Se você detectar um valor elevado de glicose no sangue, deve procurar um médico ou um serviço de saúde o mais rápido possível, para que seja realizado o diagnóstico e eventual tratamento.

O coma hiperglicêmico ocorre, geralmente, em pacientes que ficam sem tratamento até que a glicemia e/ou a cetonemia subam ao ponto de causar alterações do metabolismo, comprometendo a consciência. Nesse caso, a pessoa deve ser encaminhada, imediatamente, a um serviço de emergência médica.

Fonte: portal ADJ

 

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