Com as notícias sobre casos recentes de febre amarela e outas doenças transmitidas por mosquitos e insetos no Brasil, como a dengue, zika e chikungunya, cresce a procura por repelentes para prevenir as picadas, principalmente em crianças. Mas com a infinidade de marcas encontradas no mercado é importante que pais e responsáveis entendam quais os tipos e o uso correto do produto que quando mal aplicado pode provocar reações tóxicas e alergias.

No Brasil, existem três tipos principais de repelentes de insetos: à base de Icaridina, cujo a proteção dura até 12 horas, é considerada a melhor versão do produto, pois exige menos aplicações ao longo do dia, além de ser o mais potente disponível no país, indicado para repelir insetos como o Aedes Aegypti (Dengue). O produto que possui DEET como princípio ativo é o tipo mais comum por aqui, encontrado na maioria das marcas. Seu uso é recomendado contra mosquitos e pulgas, mas possui um tempo menor de ação e exige uma nova aplicação a cada quatro horas. Já repelentes à base de IR3535 são permitidos pela Anvisa para o uso em bebês acima de seis meses por ser uma substância com menos risco de alergias e intoxicação e tem tempo de ação protetora de quatro horas.

Os especialistas alertam que a aplicação do produto em crianças exige alguns cuidados devido a pele dos pequenos ser mais sensível, permitindo uma absorção maior e mais nociva de substâncias tóxicas. Fora o IR3535, todos os outros tipos de repelente só devem ser usados depois dos dois anos de idade por causa da toxicidade. É muito importante também ficar atento ao rotulo e só aplicar produtos destinados à idade das crianças. Os repelentes infantis apresentam uma menor concentração do princípio ativo entre 6% e 9%. Antes do seis meses, os bebes devem ser protegidos apenas com mosquiteiros e roupas protetoras.

O tempo de reaplicação também deve ser respeitado e não é permitido mais do que três aplicações por dia, muito menos dormir com o produto que deve ser retirado do corpo após o tempo de exposição. De acordo com as recomendações do fabricante, para ser eficaz o repelente deve ser aplicado:

  • Sempre depois do protetor solar;
  • Em áreas que não apresentem cortes, ferimentos, irritações ou queimaduras de sol;
  • Ao ar livre;
  • Utilizando as mão que devem umedecer a pele de forma uniforme;
  • Evitando os olhos e a boca e controlando a quantidade aplicada no rosto;

Mantenha os repelentes fora do alcance de crianças e não permita que eles manuseiem o produto que necessita ser aplicado por um adulto. Fique atento!

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia

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